Sistema de Identificação Única de Dispositivo passa a operar a partir de 1º de março e marca avanço decisivo para a rastreabilidade e a competitividade da odontologia brasileira

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou uma data oficial para a entrada em operação do SIUD (Sistema de Identificação Única de Dispositivo): 1º de março. A informação foi divulgada durante o seminário “O Impacto da UDI na Nova Indústria Brasil”, promovido pela ABIMO no dia 29 de janeiro, durante o 43º CIOSP, em São Paulo (SP).
O encontro reuniu representantes da Anvisa, da entidade emissora GS1 e da indústria para discutir os impactos da RDC nº 591/2021, que estabelece a implementação do sistema da UDI (Identificação Única de Dispositivo) no Brasil. O anúncio da data marca um passo decisivo para a consolidação do modelo nacional de rastreabilidade de dispositivos médicos.
Representando a Anvisa, Paulo José Gonçalves Ferreira, assessor da GGTPS, explicou que a definição da data traz previsibilidade ao setor regulado. “Pela primeira vez temos uma data fechada para a entrada em operação do SIUD. A partir de 1º de março, o sistema estará disponível, iniciando um novo estágio da implementação do UDI no Brasil”, afirmou. Segundo ele, a UDI é um movimento global, alinhado ao IMDRF, e posiciona o país em sintonia com mercados como Estados Unidos, Europa, Austrália e Colômbia.
Ferreira também destacou que a Anvisa orientou o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária a adotar, neste primeiro momento, uma abordagem educativa. “Nossa orientação é que as ações sejam prioritariamente orientativas, para apoiar o setor nesse processo de adaptação”, explicou.
A implementação prática da UDI foi detalhada por Sandra Lopes Pereira, executiva de Negócios da GS1 Brasil, que reforçou o papel da padronização de dados. “A UDI não é apenas um código. Ela harmoniza informações, amplia a visibilidade na cadeia da saúde e eleva o nível de segurança do paciente, além de colocar as empresas brasileiras em paridade com o mercado internacional”, destacou.
A visão da indústria foi apresentada por Danielle Aparecida Mariano Aviz, gerente de Assuntos Regulatórios e Responsável Técnica da Implacil Osstem, que compartilhou a experiência prática da empresa. “O maior desafio foi interno, explicar para todos por que o UDI é importante. Quando se entende que essa padronização melhora processos e prepara a empresa para o futuro, o esforço passa a fazer sentido”, afirmou.
Também representando o setor produtivo, Augusto de Freitas Olsen, diretor Industrial da Olsen Indústria e Comércio, ressaltou o impacto estratégico da iniciativa. “Quando passamos a enxergar a Anvisa e a UDI como aliados da qualidade, entendemos que o investimento retorna em processos mais robustos, produtos melhores e maior competitividade”, avaliou.
A moderação do seminário ficou a cargo de Luiz Eduardo Costa, gerente de Inteligência Regulatória da ABIMO, que reforçou a relevância do debate para a odontologia nacional.
O seminário integrou a programação técnica da ABIMO no 43º CIOSP e evidenciou que a entrada em operação do SIUD representa não apenas uma exigência regulatória, mas um avanço estrutural para a rastreabilidade, a segurança do paciente e o posicionamento internacional da indústria odontológica brasileira.
Publicado em 03/02/2026





