Workshop aborda formas de financiamentos para indústrias da saúde

Na manhã do dia 27 de outubro, a ABIMO recebeu representantes de bancos e agências de fomento na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com o intuito de atualizar as empresas participantes a respeito das possibilidades de financiamento em cada uma das fases produtivas de um produto.

O evento contou com a participação de João Paulo Pieroni, gerente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); Jorge Almeida Guimarães, d­­iretor-presidente da EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial); Mauro Patrocínio Faria de Miranda, gerente de negócios e operações da Desenvolve SP (Agência de Desenvolvimento Paulista) e Igor Ferreira Bueno, superintendente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

Ainda representando o BNDES, Paula Schroter Kalache, gerente de comércio exterior, falou do programa BNDES-Exim, uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que pode cobrir até 100% do valor da exportação de produtos e serviços com índice de nacionalização mínimo de 60%, o que assegura a melhora do fluxo de caixa ao fornecer capital de giro para a produção.

Pieroni iniciou o workshop elencando o que o BNDES espera ao financiar projetos da indústria brasileira de saúde. “Buscamos ao mesmo tempo elevar a competitividade internacional, por meio do fomento às inovações, mas sem esquecer a realidade brasileira da necessidade de ampliação do acesso à saúde dos brasileiros.”

O executivo do BNDES também falou a respeito da inserção internacional da indústria, e da composição do déficit na balança comercial no longo prazo: “Tivemos mudanças na composição das exportações, com queda da participação da radiologia e maior participação de implantes e materiais de consumo, além do setor de odontologia com superávit até 2013”, disse.  Durante todo esse período, a participação foi mantida pelo setor de Laboratório e Equipamentos Médicos e os materiais de consumo lideram historicamente as exportações no segmento. Segundo Pieroni, esses resultados mostram setores que são considerados estratégicos pelo BNDES.

Ao abordar os meios de financiamento do banco, ele ainda comentou os resultados do Inova Saúde, que contemplou 21 planos.

O representante da EMBRAPII abordou os pontos principais dos modelos de negócios da empresa. A EMBRAPII atua por meio da cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, tendo como foco as demandas empresariais e como alvo o compartilhamento de risco na fase pré-competitiva da inovação. Ao compartilhar riscos de projetos com as empresas, tem objetivo de estimular o setor industrial a inovar mais e com maior intensidade tecnológica para, assim, potencializar a força competitiva das empresas tanto no mercado interno como no mercado internacional.

Mauro de Miranda, da Desenvolve SP explicou que mais do que financiar empresas, o objetivo da agência é ajudá-las a transformar grandes ideias em negócios ainda mais rentáveis, oferecendo crédito sustentável: “Financiamos empresas e municípios para que possam crescer de forma planejada e com visão de longo prazo, se preparando para os negócios do futuro. ”

A Desenvolve SP oferece diversas opções de crédito para projetos e empresas de inovação, de implantação, expansão ou modernização de empresas e para compra isolada de máquinas e equipamentos.

Igor Bueno disse em sua apresentação que a Finep tem como objetivo atuar em toda a cadeia da inovação, com foco em ações estratégicas, estruturantes e de impacto para o desenvolvimento sustentável do Brasil: “O apoio da Finep abrange todo o ciclo de C,T&I, da pesquisa básica até o desenvolvimento de produtos, serviços e processos nas empresas.”

Ele explicou que os apoios se dão por meio de diversos instrumentos: financiamentos reembolsáveis para empresas, financiamentos não-reembolsáveis para ICTs, subvenção econômica para empresas, investimento em fundos e investimento direto.

Nos comentários finais, o diretor institucional da ABIMO, Márcio Bosio, abordou a questão das garantias, que ainda é um desafio para as empresas: “A mesma garantia que é pedida para inovação é a mesma para quem adquire equipamentos”, disse. Ele sugeriu que, ao invés dos financiadores trabalharem com garantias, que fossem acertados royalties sobre o sucesso do produto financiado: “Dessa forma inverteríamos a lógica da garantia e passaríamos efetivamente a dividir os riscos e os bônus”, finalizou.

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