Russer começa a produzir no país ventilador desenvolvido pela NASA

Objetivo é atender o mercado nacional e internacional, especialmente regiões com escassez de tecnologia e de infraestrutura

A pandemia do coronavírus fez com que as indústrias de dispositivos médicos se mobilizassem para o enfrentamento do vírus. A mais recente inovação é da Russer Brasil, com 35 anos de experiência na área médica, principalmente urologia, que agora começa a produzir no Brasil, em parceria com o SENAI-Cimatec, o VITAL, respirador portátil desenvolvido pela NASA.
O dispositivo passou por adaptações para atender os requisitos da ANVISA e também recebeu melhorias, como a função RCP que permite a função pré-programada durante uma parada cardiorrespiratória sem a necessidade de extubar o paciente. A produção inicial é de 300 ventiladores, sendo que 50 deles já foram encomendados para doações. A Russer está preparada para fabricar até 1,5 mil unidades/mês.

Segundo a diretora, Rosana Bervint de Oliarte, a empresa se sentiu no dever de ajudar de alguma maneira no enfrentamento da Covid-19 utilizando todos os recursos tecnológicos, os profissionais e a infraestrutura da Russer. “Nossa cadeia de suprimentos conta com a maior parte de componentes nacionais, o que facilita o processo de aquisição, e ainda permite contribuir com a economia em nosso país nesse período de pandemia. Todos os recursos necessários foram usados sem poupar esforços para cumprir com nosso projeto e compromisso com a missão de salvar vidas”, completa.

A parceria com o SENAI-Cimatec, que também é licenciada da NASA no Brasil, contribuiu diretamente para o cumprimento do cronograma, já que os engenheiros trabalharam exaustivamente para melhoria do projeto, conferindo mais agilidade e eficiência ao projeto. No Brasil, o VITAL foi batizado de VIDA pela Russer.

“Nosso objetivo é atender o Brasil, especialmente as regiões com escassez de tecnologia e de infraestrutura, já que o VIDA é extremamente funcional. Para nós, é uma honra ser uma indústria médica hoje licenciada pela NASA e poder liderar esse projeto no país, junto com o SENAI-Cimatec, e, ainda, sermos os primeiros licenciados a iniciar a linha de produção dentre as 28 selecionadas em todo o mundo”, finaliza Rosana.

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