Operação padrão na Receita Federal: Um momento nada oportuno

A ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos e o SINAEMO – Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo, entidades que representam os fabricantes de dispositivos médicos, pesquisaram, entre os seus associados, eventuais impactos que a operação padrão deflagrada por servidores da Receita Federal estava causando nas suas operações.

Tal preocupação reside no fato de as empresas associadas participarem do Brazilian Health Devices (BHD), projeto de exportação realizado pela ABIMO em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), tendo assumido importantes obrigações contratuais com clientes no exterior.

Aliado a isso, os produtos do setor, dotados de médias e altas tecnologias, fazem uso de   inúmeros componentes, grande parte deles importados, que, para entrar no país, dependem do trabalho dos servidores da Receita Federal.

Os resultados da pesquisa revelam que 60 % das empresas respondentes se disseram atingidas pelos efeitos da operação padrão. Os impactos reportados se deram nas áreas abaixo:

  • 22,2% na comercialização de produtos;
  • 22,2% no recebimento de insumos;
  • 55,6 % nas atividades comerciais, operacionais e de abastecimento.

No auge das consequências da grave crise sanitária que segue em curso, disputas de poder e luta por reajustes salariais colocam em risco a atividade produtiva do país, responsável por atrair divisas, recolher impostos e contribuir para a empregabilidade mesmo em ambiente de negócios tão hostil.

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