Missão comercial Japão e China: resultados positivos para o setor

Entre os dias 14 e 20 de julho,  empresas apoiadas pelo projeto Brazilian Health Devices, parceria entre a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção à Exportação e Investimento), embarcaram para o Japão com o propósito de dar oportunidade aos empresários brasileiros de se reunirem com potenciais compradores, distribuidores e parceiros estratégicos, por meio de rodadas de negócios e apresentações de consultorias especializadas. A agenda empresarial também se estendeu para os dois maiores polos comerciais da China, Beijing e Shanghai.

A missão comercial, organizada em parceria com a Embaixada do Brasil de ambos os países e com o apoio do escritório avançado da Apex-Brasil na China, contou com a participação das empresas: Bionnovation Biomedical, empresa que fabrica produtos odontológicos; Exxomed Equipamentos, especializada em materiais médico-hospitalares e a Ibramed Brasil, fabricante de equipamentos de reabilitação, na missão ao Japão. Já na missão à China, participaram a Exxomed Equipamentos, a Ibramed e a HPBio, companhia que produz tecnologias em próteses cardíacas e celebrais.

Já era previsto em meados de 2015 que o ano de 2016 não seria fácil. Mais do que nunca, as empresas precisaram trabalhar intensamente estratégias comerciais alternativas. A balança comercial brasileira de equipamentos médicos e odontológicos ainda apresenta déficit. São mais de 1,12 milhão entre os meses de janeiro e maio de 2016.

Diante disso, o mercado asiático entrou no alvo de exportadores brasileiros nos últimos anos. “Hoje, muitas empresas pensam em exportar, mas um planejamento para isso leva um tempo considerável e não é possível exportar de um dia para o outro”, explicou a gerente de marketing e exportação da ABIMO, Clara Porto.

Conhecidos como bons pagadores e pela economia estável com alto PIB, os orientais despertam interesse em empresas de todos os setores, que começam a explorar o mercado com as maiores taxas de crescimento do setor de tecnologia atualmente. A ABIMO já havia embarcado para o Japão em março para apresentar o Brazilian Health Devices ao Ministério da Saúde japonês a fim de discutir as oportunidades da indústria odontológica brasileira no país.

Negócios

No Japão os resultados foram muito positivos para o setor odontológico. “Queria agradecer muito a ABIMO e a Apex-Brasil pela oportunidade dessa missão. Para nós foi uma experiência fantástica e com certeza desses contatos vão sair novos e bons negócios”, disse Celso Marques, diretor financeiro & industrial da Bionnovation.

Na China, foram realizados 27 contatos no total, com perspectiva de negócios de US$ 700.000 para os próximos 12 meses. “A missão foi muito proveitosa, tivemos a oportunidade de conhecer detalhadamente o mercado chinês e as reuniões foram muito produtivas e eficazes. A matchmaking fez um bom trabalho nos trazendo compradores e fornecedores e pudemos conhecer o mercado e o seu potencial”, pontuou Daniel Marques, analista comercial da Ibramed.

Para Flávia Carvalho, gerente de exportação da HPBio, a iniciativa da ABIMO de promover a missão foi importantíssima para que os empresários pudessem compreender a necessidade que a indústria brasileira tem para se inserir nesse mercado de ampla demanda. “A impressão que tenho é que a China, apesar de todo seu potencial de mercado, tem sido evitada pela indústria médico-hospitalar brasileira. Parte por inadequação de custos e parte por falta de informação. Longe de ignorar esses entraves, a missão comercial promovida pela ABIMO foi o primeiro passo para entender a necessidade (e urgência) que a indústria brasileira tem para se adequar e se inserir nesse mercado de demanda extraordinária”, ressaltou a gerente, que ainda enfatizou: “Se assim já tivéssemos feito, o impacto de redução de mercado interno sofrido na atualidade teria sido no mínimo em menor escala”.

A China é a segunda maior economia mundial, atrás somente dos Estados Unidos, sendo responsável por 14,9% do PIB mundial. Com um robusto mercado consumidor, o país continuou a se beneficiar do comércio e das altas reservas cambiais, porém obteve crescimento real do PIB de 6,8% – o mais baixo desde 1990. O setor de serviços e o manufatureiro são os principais motores da economia.

O Japão é a terceira maior economia mundial, atrás somente da China e dos Estados Unidos, exercendo um papel relevante no comércio, na economia e nas finanças mundiais. O país detém a segunda maior renda bruta per capita da Ásia, com uma população marcada pelo elevado potencial de consumo.

 

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