Ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresenta balanço 2016 e as perspectivas para 2017

Na manhã de sexta-feira, 4 de novembro, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou o balanço de seus primeiros 100 dias de governo juntamente às principais estratégias que serão adotadas para 2017. Além disso, respondeu aos questionamentos de todos os participantes, que trouxeram questões fundamentais às melhorias da saúde pública do país. Organizado pelo BioBrasil – Comitê da Bioindústria da FIESP, o encontro contou com a presença da ABIMO, representada pelo presidente Franco Pallamolla e pelo superintendente Paulo Henrique Fraccaro.

Apresentada durante a última reunião do GECIS (Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde), em Brasília (DF), a proposta de centralização de compras feita diretamente ao Ministério da Saúde pela ABIMO foi novamente mencionada. “Recebemos, da ABIMO, uma proposta que vamos estudar para analisar como poderíamos centralizar a compra de equipamentos, aparelhos, próteses e órteses de forma estratégica que nos permita criar assistência às pessoas, gerando economia em escala, que permite mais acesso”, disse o ministro durante sua apresentação.

Ainda sobre a proposta de centralização criada como uma das estratégias para contribuir com as melhorias do sistema, Barros mostrou-se aberto a negociar. “Entendo a questão dos equipamentos, de ter prioridades, estabelecer estratégias, fazer a PDP, desenvolver e depois não efetuar a compra. Precisamos construir a viabilidade para que o investimento feito tenha real possibilidade de retorno. As compras plurianuais estão na nossa visão para que esses investimentos sejam sustentados e amortizados e para dar, também, segurança a quem quer investir”, completou.

Em seu discurso de abertura, Ruy Baumer, presidente do SINAEMO e coordenador titular do BioBrasil, comentou o atual panorama do setor da saúde no país: “Acreditamos que, com estas condições, o setor da saúde será marcado por grande aumento da demanda e muita pressão nos custos. Grandes oportunidades, tanto para fornecedores do sistema quanto para a melhoria do atendimento, surgirão”, afirmou.

Investimentos para 2017 – Durante o evento, o ministro da Saúde também mencionou a nova política de inovação, que trará R$ 6 bilhões de investimentos para o Complexo Econômico da Saúde, envolvendo mais de 7.400 empregos qualificados e 450 pesquisadores brasileiros. Um dos destaques foi a proposta de agregar tecnologia ao SUS, que prevê até 10 de dezembro deste ano ter todas as unidades de atenção básicas integradas em um moderno sistema.

O encontro também abordou os entraves da judicialização da saúde, a importância do debate sobre as cargas tributárias, o combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e a renovação do programa Mais Médicos.

O evento ainda contou com a presença de Cida Borghetti, vice-governadora do Paraná; Francisco Figueiredo, secretário da SAS (Secretaria de Atenção à Saúde); Luiz Fernando Lima Reis e Raul Cutait, ambos do Hospital Sírio-Libanês; José Osmar Medina Pestana, chefe do setor de transplante renal do Hospital do Rim; doutor Giovanni Guido Cerri, superintendente do HCFMUSP; Edson Rogatti, presidente da FEHOSP (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo); e Nelson Augusto Mussolini, membro da divisão da cadeia produtiva da saúde da COMSAUDE/Bio Brasil.

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