A importância de tecnologias 3D para a saúde é tema de congresso de inovação

Jorge Vicente Lopes da Silva, responsável pela divisão de tecnologias tridimensionais do CTI Renato Archer, será um dos palestrantes convidados do evento

São Paulo, 17 de julho de 2017 – A impressão 3D, tecnicamente conhecida como manufatura aditiva, é uma das tecnologias mais importantes em várias áreas do conhecimento e, como consequência, a área da saúde tem também se beneficiado fortemente dessa técnica. Um dos grupos de pesquisa pioneiro no ramo é o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, pertencente ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Por meio do ProMed (Programa de Tecnologias Tridimensionais Aplicadas à Saúde), desde 2000 o centro desenvolve ferramentas auxiliares com base na impressão 3D.

Tendo em vista esse novo cenário, Jorge Vicente Lopes da Silva, responsável pela divisão de tecnologias tridimensionais do CTI Renato Archer, é um dos palestrantes do talk show cujo título é “Saúde 4.0 – Inovação e Conectividade”, evento que terá como alicerce a utilização de tecnologias 3D para a área da saúde. O encontro acontece no dia 17 de agosto durante a sexta edição do CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde), promovido pela ABIMO.

Outro ponto a ser amplamente discutido durante o talk show é a influência da indústria 4.0 (ou manufatura avançada) na saúde. “Vamos discutir o que é exatamente esse conceito, sua forma de operar e o impacto dele na área industrial e na economia dos países. Creio que essa discussão deverá também ser ampliada para a medicina”, pontua o palestrante.

Pela necessidade de alimentar o setor da saúde com inovações e novas tecnologias que beneficiarão pacientes e melhorarão a rotina de hospitais e centros de saúde, a medicina 4.0 pode ser um tópico de futuro próximo, segundo Silva, e apresentar a necessidade de definir novos parâmetros e tecnologias para a área. “Vejo que no futuro poderemos ter fábricas de tecidos e órgãos humanos, utilizando os conceitos em desenvolvimento da biofabricação, uma tecnologia fortemente baseada na tecnologia da informação e impressão 3D”, explica.

O palestrante adverte que o caminho de transformação que as pesquisas, as indústrias e os hospitais vêm sofrendo precisa ser cada vez mais estimulado no Brasil, visando ao benefício dos pacientes, que são os usuários finais das tecnologias. “A integração entre centros de pesquisa, indústrias e hospitais, de modo que o ciclo seja completado de forma mais harmônica e otimizada, pode levar a resultados cada vez mais favoráveis”.

“O encurtamento, com a devida segurança desse ciclo, está sendo buscado e deve ser fortemente fomentado no nosso país. As tecnologias para a saúde são estratégicas para qualquer estado, tanto do ponto de vista de domínio tecnológico quanto do econômico”, completa.

Congresso

Além do representante do CTI Renato Archer, a sexta edição do CIMES receberá grandes nomes nacionais e internacionais da indústria, da academia e do setor regulatório da área da saúde que se reunirão em prol do incentivo à cooperação entre representantes do governo, da indústria e da academia em busca do desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira da saúde.

O ponto central do congresso, que acontece nos dias 17 e 18 agosto, em São Paulo, é ser palco para ouvir sugestões, ideias e temáticas relevantes às novas tecnologias em saúde e odontologia, enquanto representantes do governo e pesquisadores do setor irão debater e propor o aprimoramento das políticas públicas da saúde.

 

 

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