Empresas do DF são investigadas pela Anvisa por venda de próteses sem licença

Brasília, 12 de julho de 2017 – Em operação deflagrada nesta terça-feira (11), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) interditou duas companhias do Distrito Federal que distribuíam e produziam próteses. Sob investigação, a empresa estava fabricando e comercializando cicatrizadores e pilares sem o registro na Anvisa. “Embora o proprietário estivesse correndo para registrar os produtos, a comercialização já estava ocorrendo”, explica o coordenador de Segurança Institucional na Anvisa, Marcel Figueira.

Durante a operação, os agentes constataram que a empresa estava com o alvará sanitário vencido. Foram apresentadas à autoridade policial cerca de 15 mil peças, e na empresa foram interditados mais de 35 mil produtos. Como consequência, os dois sócios foram presos em flagrante.

A interdição é um desdobramento da operação ocorrida no dia 4 de julho, no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de Joinville (SC). Na ocasião, os fiscais fecharam o cerco em uma linha de produtos sob medida para uso em faces e crânios após ter sido constatado que o procedimento não tinha autorização legal.   As próteses eram produzidas por encomenda de empresas em processo de investigação, dentro de um projeto de protótipos do Senai. A Anvisa já solicitou toda a documentação referente a essa produção irregular para descobrir se houve a implantação desses produtos em pacientes.

Em continuidade à operação, fiscais da Anvisa também inspecionaram uma empresa brasiliense que recebia produtos do Senai. “Foram apreendidas peças com cerca de 60 embalagens violadas”, pontua Figueira.

A suspeita da Anvisa é de que a empresa tenha vendido próteses utilizadas como implantes sem qualquer segurança sanitária. No local foram localizadas pelo menos 60 próteses sem documentação ou nota fiscal. Também chamaram atenção os diversos ofícios com timbre da Vigilância Sanitária do DF, sendo editados nos computadores pelos funcionários da empresa e com assinatura de servidores que não trabalham mais no órgão brasiliense.

“Até agora não ficou evidenciada a comercialização de implantes sem registro, mas as investigações irão continuar”, comenta o coordenador de Segurança Institucional na Anvisa. Esta já é a quarta operação que tenta inibir a produção ilegal de próteses no país.

Veja também