Empresas brasileiras na Africa Health projetam US$ 2 milhões em negócios nos próximos doze meses

Continente africano oferece boas oportunidades de negócios para a indústria brasileira

Com dez empresas interessadas em ultrapassar fronteiras e se destacar na África Subsaariana, o pavilhão brasileiro montado durante a Africa Health, principal congresso e feira da área de saúde da região, formalizou 343 contatos gerando uma expectativa de negócios para os próximos doze meses que chega a US$ 2 milhões.
Associadas à ABIMO e integrantes do Projeto BHD (Brazilian Health Devices), executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), as marcas expuseram seus portfólios de produtos e soluções aos mais de 10 mil visitantes do evento que foi realizado em Johanesburgo, África do Sul, de 7 a 9 de junho.

Marcando presença pela quinta vez, a indústria nacional chega para mostrar que o Brasil está a cada dia mais fortalecido no cenário mundial, oferendo soluções de amplo valor agregado e que contribuem de forma efetiva para toda a cadeia de saúde. “O objetivo da nossa participação é fortalecer a cada ano a marca BRASIL, atraindo mais distribuidores e possibilitando, assim, melhores resultados práticos para as empresas participantes”, declara Larissa Gomes, analista de promoção comercial da ABIMO.

Tida como um dos mercados-alvo para as empresas associadas ao BHD, a região se destaca no setor. Somente a África do Sul, por exemplo, apresenta um alto gasto com saúde que chega a quase 8% do PIB. Dependente de importações de produtos do setor médico-hospitalar, mostra-se como um mercado que pode ser explorado pela nossa indústria que está a cada dia mais preparada para exportar.

Estreando na Africa Health, a Lupetec levou, para divulgação no evento, seu portfólio como desenvolvedora de equipamentos para laboratório de anatomia patológica. “Como sendo a nossa primeira participação, a feira nos trouxe muitas possibilidades de negócios a curto prazo. Acreditamos que exista um grande mercado emergente a ser explorado”, afirma o diretor Caio César Martins. Além da Lupetec, Bioclin, Fanem, GMReis, HealTech, Loktal, Magnamed, Osteomed, Phoenix e Signo Vinces foram as marcas nacionais que expuseram no continente africano.

O peso da Africa Health – Na edição de 2017, a Africa Health reuniu mais de 540 empresas expositoras em 18 pavilhões. Além do Brasil, outros mercados de interesse internacional estiveram presentes como, por exemplo, Alemanha, Espanha, Reino Unido e o Estado de Nova Iorque (EUA). Para as empresas brasileiras, o contato com países como Angola, Nigéria, Moçambique, Tanzânia, Zimbábue e Senegal, além da própria anfitriã África do Sul, é muito interessante para expansão da indústria nacional.

Somente nos primeiros quatro meses de 2017, o Brasil exportou US$ 1.132.253 em dispositivos médicos, odontológicos e de laboratórios para a África do Sul, dado que representa quase metade do total exportado para a região da África Subsaariana. Para Rafael Cavalcante, analista de acesso a mercados da ABIMO, esta observação valida o esforço da entidade em fomentar a indústria nacional no território da Africa Health. “O mercado da África do Sul é diversificado e não tem capacidade suficiente de produzir internamente a maioria dos itens de saúde demandados pela sua população”, explica ele ao garantir que há espaço no mercado local que conta, ainda, com a facilidade de voos diretos diários entre São Paulo e Johanesburgo.

Integrante dos BRICS, a África do Sul possui grande influência econômica na região e disputa condição de líder regional do continente africano como um todo com a Nigéria e o Quênia. Bastante semelhante ao mercado brasileiro, possui uma alta demanda de produtos com preços competitivos e alta eficiência. Dentre os produtos médico-hospitalares importados do Brasil pela África do Sul, destaque para aparelhos cirúrgicos, incubadoras, artigos e aparelhos de prótese, raio x, dentes artificiais de acrílico e cimento para obturação

“A África do Sul é referência para grande parte do continente. Para alcançarmos os clientes, é necessário insistência e paciência, além da identificação dos contatos certos”, comenta Fernando Jacinto, gerente de Exportação da Fanem. Durante os três dias de evento, cerca de 10 mil profissionais e comerciantes da área de saúde circularam pelo pavilhão que ofereceu, além do setor de exposições, uma grade de conferências para debate dos principais assuntos do segmento.

Veja também