Compliance

Durante toda a manhã desta quinta-feira (2), a ABIMO promoveu mais um workshop sobre implantação de compliance. O evento foi aberto pelo gerente de Estratégia Regulatória da entidade, Joffre Moraes, que passou a palavra para Carlos Figueiredo, diretor executivo da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).

Figueiredo falou sobre o Manual de Conduta Empresarial: direcionado aos hospitais-membros da associação, trata-se de uma publicação que oferece princípios e diretrizes gerais para a conduta empresarial no setor privado, tendo por objetivo a criação de um mercado suplementar mais saudável.

A iniciativa é decorrência de um grupo de estudos sobre compliance estruturado este ano pela Associação. Além de propor, em sete capítulos, recomendações para que os hospitais privados do país elaborem seus códigos de conduta, o manual também aborda questões como integridade, transparência, solidariedade, valorização do capital humano, gestão financeira, contábil e patrimonial, além do relacionamento com os fornecedores, o corpo clínico e as operadoras.

“As organizações que não têm uma conduta adequada e que não seguem um modelo de compliance muitas vezes podem ter uma vantagem competitiva desleal, pois se submetem a certas práticas que organizações sérias não apoiam”, criticou Figueiredo. “Porém, a longo prazo, esse tipo de boa conduta passa cada vez mais a ser valorizado no mercado”.

“O tema que trazemos aqui tem tudo a ver com o momento do país hoje”, frisou Wagner Giovanini, da empresa Compliance Total.

“O Brasil perde cerca de 100 bilhões de reais por ano por conta da corrupção. Isso é mais do que o orçamento da saúde para o ano todo”, disse.  Já as empresas perdem em média 5% por ano, segundo ele.

Giovanini também ressalta que, apesar da Lei Anticorrupção, há empresários que ainda não estão se preocupando com isso, porém, tais negócios estão fadados ao fim. “A empresa que não tiver um programa de compliance não vai sobreviver a médio/longo prazo”, observa.

Ainda segundo o especialista, o sistema de compliance passa a ser um seguro para a empresa, atuando principalmente na prevenção. “É muito mais inteligente prevenir um problema do que remediar”, disse. “A prevenção é de longe o melhor benefício, mas se ela falhar, o compliance detecta o problema e o resolve.”

Depois ele abordou todos os elementos de um sistema de compliance, investimentos e benefícios, como atração e retenção de funcionários, melhoria de clima organizacional e redução de custos.

A ABIMO promoverá workshops sobre o tema no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.

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