Com participação da ABIMO, Ética Saúde Summit debate importância da transparência e do compliance no setor

Patrícia Braile representou a Associação em debate realizado na manhã de quinta-feira, 7 de novembro

Atuando pela transparência das relações inerentes à complexa cadeia de saúde e pela instituição de políticas de compliance, a ABIMO se fez presente na edição 2019 do Ética Saúde Summit, evento promovido pelo Instituto Ética Saúde e que reuniu, na quinta-feira, 7 de novembro, líderes do setor para debater como a transparência e a integridade contribuem para a sustentabilidade da saúde geradora de valor.

Representando a Associação, Patrícia Braile, membro do Conselho Suplente da ABIMO, destacou a importância de uma cultura que preze pela transparência. “Ética não é moda”, comentou ao reforçar que esse tema deve transcorrer por toda a cadeia sem limitação de prazo ou de área. “A ética é algo que realmente nos dá ânimo para acordar e trabalhar”, pontuou enfatizando seu desejo de que essa mentalidade seja mais desenvolvida no país.

Lembrando o episódio da máfia das próteses – que em 2015 trouxe à tona todo um conluio de corrupção levantando o debate sobre como a falta de ética afeta diretamente o sistema e os pacientes – Patrícia lembrou que esse escândalo trouxe luz ao assunto fazendo com que as pessoas de fato começassem a se interessar pelo tema e pela criação de uma cultura mais incisiva de combate à práticas ilegais. “A reportagem do Fantástico com detalhes sobre a máfia das próteses mudou a nossa história”, completou.

Ainda falando sobre as mudanças recentes no cenário da ética em saúde, Eduardo Amaro, presidente da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), mostrou uma visão positiva. “Estou otimista com a mudança que está ocorrendo. O setor de saúde, por natureza, é muito complexo pois nos deparamos com um modelo organizacional que não favorece o paciente e a sustentabilidade do sistema, podendo levar a desvios de conduta”, pontuou.

Traçando um caminho benéfico, Amaro reforçou que as mudanças que podem ser vistas hoje refletem um empenho na alteração do atual modelo de remuneração. “As coisas estão mudando e, hoje, quando falamos em entrega de valores, sempre falamos em desfechos clínicos. E quando seguimos pelo caminho da busca pela qualidade, estamos trabalhando também a ética”, finalizou.

Parceiro do Instituto Ética Saúde, o Ibross (Instituto Brasileiro de Organizações Sociais de Saúde) estava representado no debate pelo coordenador do Painel de Indicadores, Marcos Morato, que relembrou a dedicação das entidades na busca pela cultura da transparência. “Uma das principais finalidades do Ibross é fazer a separação das instituições que têm integridade e compliance daquelas que, muitas vezes, se aproveitam de algumas condições para tirar vantagem”, disse.

Intitulada “Fornecedores de Produtos e Serviços de Saúde: Inovação, incorporação tecnológica, sustentabilidade sistêmica, valor ao paciente e dilemas éticos da atividade econômica”, a mesa-redonda também recebeu Sergio Rocha, presidente da Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde); Claudia Cohn, membro do Conselho de Admistração da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica); Yussif Ali Mere Júnior, presidente da Fehoesp (Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo); e Fabrizio Signorin, presidente da Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde).

O Summit seguiu ao longo do dia debatendo outros assuntos relacionados à ética, transparência e compliance junto a grandes nomes da saúde nacional.

 

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