Brasil participou do maior evento de equipamentos médicos do oeste da África

Empresas associadas à ABIMO e que fazem parte do Projeto Brazilian Health Devices, executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), estiveram presentes em Lagos, na Nigéria, entre os dias 12 e 14 de outubro para participação na Medic West Africa, maior evento de equipamentos médicos do oeste da África. A feira, que reuniu mais de 280 expositores de 32 países, contou com a participação de sete empresas brasileiras: Carci, DFV, Fanem, Ibramed, Loktal, Phoenix e Quinelato.

O Brazilian Health Devices, que participou pela primeira vez do evento, aposta no mercado, já que a Nigéria tem aumentado os investimentos no segmento médico-hospitalar que resultaram na abertura de mais de 10 mil centros de saúde em todo o território. O aparato prestará atendimento a mais de 100 milhões de pessoas nos próximos dois anos. O setor de saúde na África cresce de maneira sustentável há anos, com investimentos cada vez maiores dos governos.

Vários países estão na fase de implantação de sistema universal de saúde, como Gana, onde 54% da população já têm cobertura. Relatórios apontam que, até 2022, a maioria da população na África será coberta por algum tipo de plano de saúde, público ou privado. Isso está gerando demanda de produtos e de know-how. Os principais produtos brasileiros exportados para a Nigéria são incubadoras para bebês, instrumentos para cirurgia, aparelhos de raio x, sondas e cateteres.

Durante o evento foram feitos mais de 300 contatos, sendo 90% provenientes da Nigéria. “A nossa participação foi muito produtiva, pois pudemos apresentar a nossa produção para o 7º maior país do mundo, que conta com mais de 180 milhões de habitantes. Nosso pavilhão foi o único representando um país e os visitantes estavam curiosos para conhecer os produtos brasileiros, os quais têm grandes condições de suprir as necessidades do mercado”, destacou a coordenadora de promoção comercial da ABIMO, Laísa França.

Associados

No último dia da feira, a comitiva brasileira recebeu a visita do ministro da Saúde da Nigéria, Isaac Adewole, no pavilhão. Para o representante da DFV Comercial, fabricante de microscópios cirúrgicos, Ezio Giuliani, o contato com a autoridade foi muito importante para reforçar o interesse das empresas em levar produtos eficientes e de alta qualidade para o mercado nigeriano. “Nós fomos para a feira com a expectativa de encontrar representantes locais para a distribuição dos nossos produtos e estabelecer contato com autoridades governamentais e consumidores finais. O evento superou as nossas expectativas em relação aos nossos objetivos, o que nos encorajou a retornar no próximo evento e a manter contato direto com essas autoridades e representantes para o desenvolvimento de novos negócios na Nigéria”, ressaltou.

A Carci, empresa especializada em produtos e soluções para fisioterapia, reabilitação física e bem-estar, recebeu um grande número de visitantes focados na busca por produtos de qualidade e preços acessíveis. “Essa foi a primeira participação da Carci na Medic West Africa e gostamos muito. A feira é razoavelmente pequena, mas tivemos muitos visitantes e alguns bons contatos que sabiam quais produtos estavam buscando”, frisou Pérsio Carleto, supervisor de comércio exterior da Carci, que ainda acrescentou: “A feira se apresenta como a maior do mercado nigeriano, há grande potencial de mercado com 180 milhões de pessoas, que estavam interessadas em conhecer produtos tecnologicamente equivalentes aos fabricados na Europa e nos Estados Unidos, porém com preços mais acessíveis”. Na ocasião a companhia destacou uma linha de eletroterapia (ultrassom, laser e eletroestimuladores). “Há muito potencial de consumo em diversas regiões do globo. E o continente africano é uma das apostas da Carci”, complementou Carleto.

A feira aconteceu no Eko Hotel & Convetion Centre, em Victoria Island, Lagos, e recebeu mais de 3.500 profissionais de saúde, fornecedores e prestadores de serviço. Em conjunto com a exposição também aconteceram conferências e apresentações sobre os avanços na área da saúde.  “Gostei muito do movimento e variedade de contatos. A aceitação do público nigeriano foi ótima”, disse Keila Vitola, analista de exportação da Phoenix.

 

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