Alemães confirmam parceria com gaúchos para viabilizar o Medical Valley

O sonhado Vale da Saúde começa a sair do papel e dar passos concretos. Depois de uma primeira visita ao Medical Valley, em 2015, o governador José Ivo Sartori volta ao país germânico para receber o certificado de Parceiro Premium do cluster alemão na área médica. O ato de entrega ocorreu no dia 16 de outubro, na cidade de Weimar, onde uma comitiva do Rio Grande do Sul acompanhou as discussões do 34º Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Para o chefe do Executivo gaúcho, o certificado representa novas oportunidades de negócios para o Estado. “É uma nova cadeia que abre diversas possibilidades empresariais e que pode vir a mudar a nossa matriz econômica”, avalia.

Integrando a comitiva, a diretora-presidente do Badesul, Susana Kakuta, comemora a relação cada vez mais estreita com o Medical Valley. “A partir de agora, começa a transferência de tecnologia do cluster alemão para o nosso”, celebra. Nos próximos dois anos, diversas programações de interação entre pesquisadores alemães e brasileiros serão realizadas.

O cluster da saúde de Erlangen, responsável por movimentar uma importante fatia da economia da Alemanha, conta com apenas três parceiros premium no mundo: Boston, nos Estados Unidos; Xangai, na China; e o Rio Grande d Sul, no Brasil. E o Vale do Sinos quer ser o berço dos trabalhos em terras verde-amarelas. Com conversas adiantadas com o Medical Valley, o Tecnosinos e o Feevale Techpark querem garantir presença na plataforma. “Indiferente da região que for escolhida, queremos levar o Vale da Saúde para todo o Estado”, avisa Sartori. De acordo com o diretor-executivo do Medical Valley, Tobias Zobel, não haverá uma sede estrutural do cluster, mas sim diversas regiões que trabalharão em conjunto.

O plano de internacionalização da Medical Valley é criar uma rede de colaboração internacional entre Brasil, Estados Unidos e China. Os países atuarão em estreita cooperação no fomento da indústria e da pesquisa em saúde. Zobel explica que o objetivo do cluster é melhorar a qualidade e reduzir custo em todo o tratamento da saúde, com tecnologia e soluções inovadoras. “A combinação das novas tecnologias, desenvolvidas nos diferentes cluster, é que fará surtir o efeito macroeconômico”, afirmou o diretor, responsável pelo projeto de internacionalização.

Fonte: Jornal NH

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