ABRAMGE comemora seu 50º aniversário com jantar e convidados

São Paulo, 2 de dezembro de 2016 – A Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) realizou no último dia 24 de novembro, no hotel Unique, em São Paulo, o jantar comemorativo de seus 50 anos. Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, esteve presente representando a entidade e prestigiando o evento. A história da Abramge se confunde com o desenvolvimento dos planos de saúde no Brasil. Fundada em 8 de agosto 1966, a entidade é pioneira do setor. Seu principal objetivo desde sua fundação é organizar, disciplinar e representar institucionalmente as empresas privadas de assistência à saúde em atuação no território nacional.

Em seu discurso, o presidente da Abramge, Reinaldo Scheibe, destacou o pioneirismo que marca a história da entidade, bem como os desafios que permearam as cinco décadas de sua história.

“É importante lembrarmos que a Abramge é anterior ao SUS e os planos de saúde se tornaram, naturalmente, parceiros privados do setor público de saúde, uma sinergia que antecedeu até mesmo a lei das PPPs, parceria que, inclusive, poderia ser melhor aproveitada na promoção de saúde no país”, assinalou Scheibe. “Em 50 anos, enfrentamos todos os desafios com determinação e disposição para a busca de soluções, sempre com esperança em um futuro melhor, ofertando serviços de qualidade e apoiando o desenvolvimento da assistência à saúde no Brasil, permitindo o seu crescimento, modernização e avanço tecnológico”.

O embrião da medicina de grupo surgiu em São Paulo, quando alguns médicos se uniram para dar assistência aos funcionários e familiares de uma empresa em expansão, mediante um pré-pagamento fixo. E desenvolveu-se nos anos 60, basicamente para atender à classe trabalhadora por exigência do desenvolvimento industrial, quando se instalava na região Metropolitana de São Paulo – no ABC – a indústria automobilística e, com ela, o setor de autopeças.

A precariedade dos serviços públicos na região, de um lado, e, de outro, a medicina privada cara, levaram alguns médicos a se organizarem para atender à demanda crescente, provocada especialmente pelo boom industrial, criando uma opção intermediária e alternativa capaz de oferecer serviços de alto nível profissional e técnico, em sistema de pré-pagamento para o atendimento à saúde daquela população de trabalhadores.

De lá para cá, os planos de saúde continuaram a se desenvolver e atualmente são responsáveis pelo atendimento de importante parcela dos cidadãos – cerca de 25% – além de gastar mais de R$ 100 bilhões em despesas assistenciais, valor semelhante ao do Governo Federal para atender o conjunto da população brasileira.

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