ABIMO promoveu workshop sobre negócios com o Oriente Médio

Em mais uma iniciativa de incentivo a pequenas e médias empresas para expansão de seus negócios ao mercado externo, a ABIMO promoveu o workshop “Como fazer negócios no Oriente Médio e Norte da África? ” na última sexta-feira (6), no auditório da Fiesp, em São Paulo. O evento contou com a presença do ex-CEO da Siemens Nigéria e da Healthcare da Siemens Middle East, Waclaw Lukowicz, bem como com a da gerente de operações no escritório da Apex-Brasil para o Oriente Médio e o norte da África, Karen Fernandes Jones. Os palestrantes exibiram o panorama do mercado da saúde na região e apontaram caminhos para os associados introduzirem seus produtos e negócios nesses países de maneira efetiva.

“Eventos como este dão oportunidade para que as empresas possam captar alguns insights e sutilezas do mercado externo, além de terem acesso a informações que só quem está ali atuando no dia a dia realmente sabe. Existem muitas nuances que nós que estamos longe do mercado local não conseguimos captar, mas, hoje, os representantes puderam ter várias dessas percepções, além de receberem muitas dicas preciosas”, declara a gerente de marketing e exportação da associação, Clara Porto.

O Oriente Médio e o norte da África são os principais focos do Brazilian Health Devices, projeto executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil até o fim de 2017. “Eu vejo como um ponto positivo o fato de o Brasil ter organizações como a ABIMO, que é uma associação muito ativa e está de fato indo até a região. Penso que as empresas devem aproveitar essas oportunidades para se planejar e entrar definitivamente no mercado do Oriente Médio que, apesar de já comercializar com muitas nações, ainda tem espaço para as companhias brasileiras”, avaliou Lukowicz.

Há crescimento da demanda por produtos médicos e odontológicos nos países árabes devido à expansão do setor de saúde na região e ao lançamento de novos hospitais. Segundo dados da ABIMO, 15% das exportações brasileiras são destinadas ao Oriente Médio, número que pode crescer, já que a região é formada por países com alto poder de compra e que passaram a investir no segmento nos últimos anos. No entanto, a gerente de operações da Apex avalia as estratégias das empresas nacionais como “ineficientes” e ressalta a relevância de workshops para elaboração de projetos consistentes. “O mercado do Oriente Médio é cheio de oportunidades, mas também tem concorrência muito forte, além de ser distante da realidade brasileira, então, muitas vezes, empresários esperam resultados grandes com esforço mínimo e isso não funciona naquela região. É muito importante que iniciativas como essa sejam replicadas para que eles possam ouvir diferentes interlocutores”, declarou.

O superintendente da ABIMO, Paulo Fraccaro, frisou a importância da preparação das companhias após decidirem comercializar com a região. “É fundamental ter o planejamento perfeito para exportar. A empresa precisa ter um gerente de exportação, catálogos em inglês, alguém que fale a língua inglesa, entender do que seu provável cliente está necessitando, quem são os concorreres a ser enfrentados, enfim, diversos fatores que influenciam e direcionam para uma negociação de sucesso, e nós da ABIMO temos como missão fazer a interface entre as empresas que querem exportar e os países que estão abertos para nosso mercado”, finalizou.

 

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