ABIMO participou de debate sobre PDPs no Complexo Industrial da Saúde

Na última segunda-feira (8), a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) realizou o 1º Encontro Nacional do Complexo Industrial e Inovação em Saúde, que teve como objetivo delinear estratégias com diferentes parceiros para impulsionar o Complexo Industrial da Saúde. Na ocasião, o diretor institucional da ABIMO, Márcio Bósio, esteve presente falando sobre a necessidade de aprimorar a ferramenta das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP’s) como estratégia fundamental para promoção da inovação no setor da saúde. Durante o seu discurso, Bósio ressaltou que a saúde é um indutor do desenvolvimento, que rapidamente incorpora tecnologias. “É importante entender a saúde como um setor inovador”, declarou. Segundo o diretor, para avançar é preciso fortalecer a governança do Complexo Industrial da Saúde, criar uma política industrial, mecanismos para uso do poder de compras do estado e fomentar a inovação setorial.

O presidente da Alfob, Paulo Mayorga, abriu o encontro defendendo a construção de uma pauta de convergência e agenda de trabalho articulada com todos os atores envolvidos. “Nos últimos anos a PDP proporcionou avanços e oportunidades, como o resgate do papel dos laboratórios oficiais como promotor de tecnologias, interação com o setor privado e atualização tecnológica do parque produtivo instalado no país. Precisamos avançar na inovação, atuar em rede, pactuar novos fluxos de trabalho e superar a instabilidade e a alternância frente aos objetivos a longo prazo”, defendeu.

O presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, parabenizou a Alfob por pautar e antecipar o debate, possibilitando reflexões que podem ser implantadas ainda neste ano. Disse que as PDPs como processo de aquisição para demandas imediatas do SUS corre risco. Defendeu um processo de adequação de ciclos longos. “Não podemos mais ter ilhas, precisamos trabalhar modelos de associações, com complementariedade, com foco na inovação, envolvendo laboratórios públicos, privados de capital nacional e privados de capital internacional, buscando o amadurecimento do Complexo Industrial da Saúde. O PDP é um instrumento, precisamos saber onde queremos chegar”, resumiu.

Representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Jailson de Andrade, destacou que a saúde é estratégica para Ciência e Tecnologia, destinando apoio à pesquisa clínica e métodos alternativos. “Possuímos ação continuada e de parceria com o Ministério da Saúde. Trabalhamos na construção do marco legal, infelizmente alguns vetos geraram insegurança. O objetivo é fortalecer a parceria público e privado na pesquisa científica”, ressaltou.

Com 180 inscritos, o encontro produziu como encaminhamento a construção de um documento que registra as propostas debatidas entre os representantes dos laboratórios públicos oficiais, laboratórios privados, associações do setor farmacêutico, gestores públicos, para impulsionar o Complexo Industrial e Inovação em Saúde. A carta será finalizada na assembleia da Alfob, marcada para 24 de agosto.

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