ABIMO participou da abertura da Campanha de Prevenção ao Câncer Bucal

Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, participou do início da Campanha de Prevenção ao Câncer Bucal, no Hospital São Paulo, na última terça-feira (1). Na ocasião estiveram presentes a dentista e primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad, o presidente da ABCD (Associação Brasileira dos Cirurgiões Dentistas), Silvio Jorge Cequeto, a cirurgiã-dentista e docente da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), dra. Denise Abranches, entre outros representantes do setor.

O câncer de boca está na lista dos mais incidentes na população de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). A estimativa da entidade é que somente em 2016, sejam registrados 15.490 casos novos de câncer da cavidade oral, sendo 11.140 em homens e 4.350 em mulheres.

O câncer bucal ocorre mais frequentemente em homens, principalmente com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, são os principais fatores de risco. O câncer de boca atinge os lábios e a cavidade bucal, nas regiões da bochecha, gengiva, céu da boca, língua e assoalho da boca. Já o câncer de lábio tem como principal fator de risco a exposição solar.

Sintomas

O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais, com menos de 2 cm de diâmetro, indolores (podendo sangrar ou não) e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.

Prevenção e diagnóstico Precoce

Pessoas com mais de 40 anos de idade, dentes fraturados, fumantes e portadores de próteses mal ajustadas devem evitar o fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados e fazer uma consulta odontológica de controle a cada ano. Outra recomendação é a manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas.

Para prevenir o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu de aba longa). O combate ao tabagismo é igualmente importante na prevenção deste tipo de câncer.

Tratamento

A cirurgia e/ou a radioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca. Para lesões iniciais, tanto a cirurgia quanto a radioterapia têm bons resultados e sua indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais provocadas pelo tratamento (cura em 80% dos casos).

As lesões iniciais são aquelas restritas ao seu local de origem e que não apresentam disseminação para gânglios linfáticos do pescoço ou para órgãos à distância. Mesmo lesões iniciais da cavidade oral, principalmente aquelas localizadas na língua e/ou assoalho de boca, podem apresentar disseminação subclínica para os gânglios linfáticos cervicais em 10% a 20% dos casos. Portanto, nestes casos, pode ser indicado o tratamento cirúrgico ou radioterápico eletivo do pescoço.

Nas demais lesões, se operáveis, a cirurgia está indicada, independentemente da radioterapia. Quando existe linfonodomegalia metastática (aumento dos ‘gânglios’), é indicado o esvaziamento cervical do lado comprometido. Nestes casos, o prognóstico é afetado negativamente.

 

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