ABIMO participa do 11º Encontro Anual de OPMEs

São Paulo, 16 de fevereiro de 2017 – Com o objetivo de reunir todos os envolvidos para discutir as propostas e ações para a evolução ética e a competitividade do setor de DMIs (dispositivos médicos implantáveis), na última segunda-feira (13) aconteceu, em São Paulo, o 11º Encontro Anual de OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais). Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, representou a entidade que foi uma das apoiadoras institucionais do evento e foi um dos palestrantes.

Fraccaro participou da mesa redonda sobre “Modelos de Remuneração” ao lado de Aderval Paulo Filho, presidente da UNIDAS; Carlos Goulart, presidente-executivo da ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde); Eduardo de Oliveira, vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais; e Silvia Helena Rondina Mateus, conselheira do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).

O superintendente defendeu a transparência: “Enquanto não houver perspicuidade entre médicos, vice-diretor, fabricante, produtor e empresas curadoras da saúde, nós não chegaremos a lugar algum. Como brasileiro e paciente, fico indignado como uma cirurgia de joelho, por exemplo, pode custar X em um lugar e duas vezes mais em outro local porque a saúde suplementar aceita pagar tal diferença só porque o lugar é diferente. Não faz sentido pagar valores diferentes”.

A cadeia de negócios das OPMEs/DMIs passa por um momento sem precedentes, impactada pela crise econômica e consequentes dificuldades enfrentadas pelo setor de saúde suplementar, sua principal fonte pagadora. Somadas ao fator crise, existem as denúncias de corrupção, que ainda necessitam de respostas concretas para restabelecer a confiança do mercado.

Este contexto explica por que, para o desenvolvimento deste evento, as palavras “transparência”, “competitividade” e “compliance” foram as mais citadas nas conversas com diversos agentes do mercado nas últimas semanas. Com foco nestes conceitos, os gestores das instituições de saúde que fazem parte da cadeia de OPME buscaram soluções e modelos de aplicabilidade prática para seus negócios, a fim assegurar o relacionamento ético e rentável para todos.

Qualidade de produtos nacionais

Durante o encontro, o superintendente da ABIMO falou sobre a diferença entre o produto importado e o nacional. Para ele, o importado sempre vai trazer as últimas tecnologias em materiais à frente da produção nacional. Contudo, os produtos nacionais procuram se assemelhar a essa mesma qualidade, uma vez que a tecnologia é aberta a matérias-primas que estão disponíveis no mercado. “Não vejo diferença entre ambos, desde que o importado ofereça o ferramental e o instrumental de acordo com as especificações do fabricante”, disse Fraccaro.

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