ABIMO participa de audiência pública sobre inovação tecnológica na saúde brasileira

Brasília, 27 de abril de 2017- Na última terça-feira (25), o diretor institucional da ABIMO, Márcio Bósio, participou de uma audiência pública da Comissão Especial de Inovação Tecnológica. O encontro destacou o processo de inovação e a incorporação tecnológica no complexo produtivo da saúde, contando com a participação de vários representantes de associações da indústria da saúde no Brasil.

Durante a apresentação, Bósio enfatizou a necessidade da criação de políticas industriais, visando à ampliação do acesso da população a produtos estratégicos e à redução da vulnerabilidade do SUS (Sistema Único da Saúde). Além disso, focalizou a inexistência de fomento ao progresso tecnológico e o intercâmbio de conhecimentos para a inovação em prol do desenvolvimento do Ceis (Complexo Econômico e Industrial da Saúde).

Como ferramentas para a evolução da política industrial, Bósio citou a necessidade de parcerias ou cooperações para o desenvolvimento e inovação das tecnologias de saúde por meio de parcerias privadas ou públicas com ICTs (Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica). “Nosso setor carece de incentivos à inovação e absorção tecnológica de caráter estratégico para o SUS”, pontuou.

“Parcerias ou cooperações para o desenvolvimento e inovação das tecnologias de saúde, por meio de parcerias privadas ou públicas com ICTs, a transferência de tecnologias, seja por meio de parcerias para o desenvolvimento produtivo, encomendas tecnológicas, editais dirigidos ou por outras estratégias definidas em legislação específica são ferramentas primordiais”, complementou.

Diante das propostas apresentadas pela ABIMO, os resultados visíveis são um sistema de saúde com capacidade para atender às necessidades de 200 milhões de pessoas, assim como uma indústria local capaz de responder positivamente a grande parte das demandas do SUS e um sistema de inovação com potencial para acolher as demandas tecnológicas existentes e futuras.

Desafio

O diretor institucional da ABIMO também salientou a regulamentação da lei, já aprovada, da isonomia tributária, que reduzirá um pouco a discrepância tributária entre os produtos nacionais e importados, quando adquiridos por órgãos públicos e hospitais beneficentes.

“O Brasil precisa criar um ambiente de inovação, mas como pré-condição precisa resolver a questão da isonomia tributária com os produtos importados, que é um grande desafio para o nosso segmento. Devemos nos preocupar não apenas com o produto, mas também com os processos para a criação de um ambiente propício para a inovação”, finalizou Bósio.

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