ABIMO participa de audiência pública sobre fim da desoneração da folha de pagamento

Desoneração da folha de pagamento diminui ainda mais a competitividade nacional 

A ABIMO, por meio da presença de seu superintendente, Paulo Henrique Fraccaro, participou ativamente de audiência pública realizada na tarde desta terça-feira, 6 de junho, no Senado Federal para debater a MP 774/2017. A medida provisória reduz os setores que podem recolher a contribuição previdenciária com base em sua receita bruta, gerando insegurança no setor industrial como um todo.

“Hoje o governo é responsável pela compra de 65% do que o nosso setor de dispositivos médicos produz. Uma reoneração da folha implicará aumento do custo, gerando aumento no preço de venda. Assim, quem será sacrificado será o próprio governo”, declara Fraccaro em seu discurso para os deputados e senadores que compõem a comissão mista responsável pela análise da medida.

Para o superintendente, que aproveitou a oportunidade para destacar a importância do setor representado pela ABIMO na economia nacional e no fornecimento de produtos para a rede hospitalar, outras questões já dificultam as atividades da indústria. A falta de reajuste da tabela do SUS, os atrasos de pagamentos, os prazos apertados para pagamento de tributos, além das dificuldades em contratação e treinamento de mão de obra, aumentam a pressão das empresas estrangeiras. “Com a lei da isonomia ainda não regulamentada, o produto importado, que já participa em quase 65% do nosso mercado, ganha ainda mais força, uma vez que o produto fabricado no país paga mais de 30% de impostos. Reonerando a folha de pagamento, diminuiremos ainda mais a competitividade da produção nacional, ampliando a participação do mercado estrangeiro em nosso território”, completa.

Interativa, a reunião pôde ser acompanhada por todo e qualquer cidadão por meio do portal e-Cidadania e envolveu outras lideranças do setor industrial, bem como representantes do Ministério da Fazenda, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo). A MP 774/2017 acaba com a desoneração da folha de pagamento para a maioria dos setores como, por exemplo, as empresas dos ramos de tecnologia da informação, teleatendimento, hotelaria, comércio varejista e segmentos industriais como de vestuário, calçados e automóveis.

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