ABIMO leva workshop Indústria 4.0 – Saúde e Conectividade a Fortaleza

São Paulo, 3 de agosto de 2017 – Na última quinta-feira (27), a ABIMO buscou fortificar a inovação no setor nacional de saúde ao discutir, em Fortaleza, como a evolução digital está transformando o cenário atual. O evento, que aconteceu na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), atraiu profissionais e gestores da indústria médico-hospitalar.

Durante o encontro, Márcio Bosio, diretor institucional da ABIMO, alertou que, apesar de ainda convivermos com as consequências da terceira revolução industrial, já estamos sendo pressionados para uma quarta revolução. Ao mesmo tempo que temos, no Brasil, regiões sem energia elétrica, temos máquinas interagindo com o ser humano. “Toda tecnologia tem um ritmo de implantação que depende do ambiente local. Quando a gente fala de saúde, existe uma demanda muito forte de incorporação destas tecnologias. Os serviços de saúde estão exigindo cada vez mais essa incorporação tecnológica. É difícil você manter um profissional médico num local onde ele não tenha condições de fazer um exame, de desenvolver o trabalho dele”, comentou.

Segundo Marcos Soares, presidente do Sindquímica, que organizou o evento junto à ABIMO, as empresas precisam pensar o futuro do atendimento à saúde dentro dos hospitais, que precisa estar cada vez mais conectado e interligado. Um exemplo disso é o prontuário médico digitalizado. “A nossa intenção é pensar em como conectar todos os atores do setor de saúde do estado, como a indústria, academia e governo”, enfatizou.

Donizetti Louro, líder do Grupo de Trabalho da Indústria 4.0 da ABIMO, ressaltou a necessidade de cuidado ao falar em transformação tecnológica na área da saúde. “São muitas consequências em jogo, então precisamos de garantias. No entanto, temos muitos pontos positivos, que podem contribuir para o desenvolvimento tecnológico do país e, principalmente, para o bem-estar dos pacientes.” Segundo Louro, uma das principais dificuldades vividas no país com relação a essa transformação é o despreparo dos profissionais frente às questões normativas. “Você tem que começar pelas normas. Existe um compliance internacional que, se não for respeitado, o projeto já começa morto”, preveniu.

O seminário também tratou da necessidade de requalificar profissionais para acompanharem os avanços. “Todos estão apavorados porque diversas profissões vão acabar, mas o nosso desafio é requalificar. Cada setor guarda uma particularidade que diz respeito à cadeia produtiva dele. Todos esses setores juntos têm que ter um mesmo olhar do que significa essa indústria 4.0. O que a internet das coisas, das pessoas, dos serviços está apontando para a sociedade. Se entendermos o que essas tecnologias estão apontando para a sociedade, nós vamos começar a refletir quais são as minhas dificuldades perante a aplicação dessas tecnologias”, provocou Louro.

Com informações do portal Fiec.

 

 

 

 

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