ABIMO e Paseli realizam encontro sobre oportunidades de negócios nos EUA

São Paulo, 19 de maio de 2017 – Reunidos na Hospitalar Feira+Fórum na manhã desta sexta-feira, 19, membros da ABIMO e da Paseli Consulting trouxeram uma ampla apresentação sobre a amplitude de oportunidades que as empresas brasileiras encontram ao chegar em território americano. Em dois eventos sequenciais, o seminário contou com as palestras de Pamela Ariane Silva e Maurício Costa, da Paseli Consulting, além de envolver Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, Alexandre Barros, coordenador do Parque Tecnológico de São José dos Campos e Guilherme Amorim, da Softex para um debate final.

Com o objetivo de desmistificar o acesso aos EUA, a Paseli, por meio da apresentação de Pamela, pontuou todas as vantagens obtidas no investimento específico no estado de Connecticut. Segundo ela, Connecticut tem inúmeros pontos fortes, visto que 1/3 do mercado norte-americano e 2/3 do canadense estão a 500 milhas da região que já abriga 30 mil brasileiros.

O eixo Boston – Nova Iorque é reconhecido pelas oportunidades que oferta, porém uma das vantagens em optar pela instalação em Connecticut é o custo de vida, que chega a ser até 42% inferior. “Tudo isso deve ser considerado pois sabemos como é caro sair do Brasil e fazer uma aposta em dólar”, comenta.

Criado para dar suporte às empresas brasileiras com foco em exportação ao mercado norte-americano, o HUB 55, escritório compartilhado instalado em New Haven, também foi apresentado por Pamela. O espaço, que é uma iniciativa da Paseli e da ABIMO e conta com apoio do governo de Connecticut, oferece apoio administrativo bilíngue, acesso ao mercado da costa leste dos EUA e do Canadá, além de networking com investidores, associações e entidades governamentais.

Perfil do empresário brasileiro – Comandada por Maurício Costa, essa apresentação traçou um perfil do empresariado brasileiro e listou algumas estratégias e direcionamentos para que a indústria nacional obtenha sucesso. “Vivemos uma época maravilhosa, totalmente conectada e automatizada. As ciências que hoje nos oferecem possibilidades incríveis como a engenharia genética, também traz uma série de ameaças com as quais temos de conviver. São ataques cibernéticos, desemprego causado por robôs e pela automação, epidemias de vírus e bactérias”, alerta Costa.

Apresentando diversas teorias modernas como, por exemplo, o Teorema de Bayer’s (que trata de como tirar conclusões por meio de um pequeno volume de dados), Maurício entrou na questão de como os tempos mudam e as empresas precisam estar atentas para acompanhar as mudanças. “O que você pode fazer para evitar que a sua empresa desapareça ou seja substituída? Você pode se renovar, sair de sua posição confortável e revolucionar (ou pelo menos renovar) o seu negócio. E uma das formas de fazer isso é explorar outros mercados”, afirma.

Durante o debate final, o assunto se prolongou. Fraccaro enfatizou a importância do planejamento. “Para exportar, a empresa precisa ter um planejamento que muitas vezes não tem nem mesmo para o mercado nacional. Tem que conhecer o produto e como ele vai se comportar no mercado mundial. A ABIMO, juntamente com o governo e a Apex-Brasil, tenta justamente criar esse espírito de exportação, fortalecendo as empresas para que tenham estrutura”, declara explanando sobre as características do setor industrial de dispositivos médicos.

Concordando com Fraccaro, Guilherme Amorim aproveitou para falar sobre o segmento de tecnologia da informação, que enfrenta os mesmos desafios. “O cenário é exatamente o mesmo do traçado pelo Fraccaro. Hoje temos, na Softex, 285 empresas que respondem por 55% do que é exportado. Ou são empresas muito grandes e muito bem estabelecidas, ou são companhias que empreendem e são bastante disruptivas. De maneira geral, a cabeça do empresário é muito tática ao pensar em operação internacional, não é estratégica. Além disso, oscila conforme o mercado”, explica.

Também presente no debate, Alexandre Barros representou o Parque Tecnológico de São José dos Campos e enfatizou que é preciso mudar o mindset do empresariado brasileiro. “A principal dificuldade dentro do nosso programa ainda é a mentalidade do executivo. Incentivo existe, fomento também. Mas ainda acredito que o setor pensa muito no produto e não no mercado”, diz.

Encerrando o evento, todos mostraram-se comprometidos em promover novos encontros a fim de estimular essa mudança de comportamento e impulsionar a indústria nacional para garantir que ela se fortaleça dentro do território brasileiro e crie consistência para internacionalização e crescimento exponenciais.

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