ABIMO apresenta panorama da indústria de tecnologia assistiva na Hospitalar 2017

São Paulo, 18 de maio de 2017-  Realizado na tarde desta quinta-feira (18) durante a Hospitalar Feira+Fórum, o Simpósio Latino-Americano de Reabilitação e Tecnologia Assistiva recebeu Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, para apresentar um complexo estudo que detalha todo o setor industrial de tecnologia assistiva no Brasil, bem como analisa países que se mostram um excelente mercado para exportação da produção nacional.

“O mercado da saúde movimenta US$ 8.5 bilhões, sem considerar a área farmacêutica. O de tecnologia assistiva já atinge a marca de US$ 1.35 bilhões. Trata-se de um mercado respeitável com grande potencial de crescimento”, diz sobre a atual situação da produção e comércio de produtos e soluções voltadas às pessoas com deficiência.

Realizado pela consultoria Kaiser Associates, o estudo por Fraccaro apresentado servirá de base para a elaboração de ações estratégicas que têm, como principal objetivo, fomentar a produção interna e abrir caminhos para a internacionalização. “A empresa que não exporta nunca se preocupa com inovação, pois ao ultrapassar as barreiras geográficas é que ela sente o mercado e observa seu próprio posicionamento no comparativo com seus concorrentes. É nesse momento que surge a inovação”, declara ele após destacar que cinco países foram apontados como mercados-alvos, sendo eles Arábia Saudita, Chile, Colômbia, México e Turquia.

Durante sua palestra, o superintendente destacou quatro segmentos da indústria nacional que estão mais preparados para receber investimentos: cadeiras de rodas, aparelhos ortopédicos, lentes intraoculares e camas. “São categorias que têm condições de infraestrutura e tributárias, além de normativas, para obter sucesso”, menciona.

Como metas estratégicas, o estudo propõe a sensibilização da população, a promoção da indústria e o apoio à regulação, o fortalecimento da produção nacional e da cadeia produtiva seguidos pela expansão do acesso à tecnologia no mercado nacional e no comércio internacional.

Questão tributária – Fraccaro aproveitou a oportunidade para destacar também o trabalho que deve ser feito com o governo para analisar e reformular a questão tributária dentro da cadeia de saúde. “Pensamos que a única maneira de fortalecer a produção nacional é dar incentivo para que as empresas produzam, reduzindo cada vez mais o impacto dos tributos em produtos de saúde. Há um desbalanceamento na rede tributária. O problema é que ninguém quer mexer neste tabuleiro, pois quando se mexe em uma peça, alguém precisa pagar o que o governo deixará de arrecadar. E essa é a missão de uma associação como a ABIMO, que vai organizar esta briga junto ao governo federal”, diz.

Dentre tantos desafios a serem enfrentados pela indústria nacional, um merece destaque na palavra de Fraccaro: convencer as autoridades e as empresas de que, juntos, podemos trazer essas tecnologias que ainda temos de importar, fortalecendo a produção interna e transformando o Brasil em um grande exportador de tecnologia.

No encerramento do seminário, Linamara Rizzo Battistella, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, demonstrou sua admiração pela ABIMO. “Estamos hoje em boas mãos, com uma liderança muito comprometida que vai nos ajudar a superar essas dificuldades abrindo oportunidades para que possamos produzir coisas fantásticas que poderão ser exportadas. Vamos trabalhar pensando nessa dimensão, do quanto o Brasil pode ser um hub para tecnologia assistiva”, enfatiza.

O simpósio contou com a participação de diversas lideranças do setor, incluindo palestrantes internacionais.

 

 

 

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