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Ana Amélia quer zerar impostos de equipamentos médicos nacionais

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A senadora gaúcha Ana Amélia (PP) endossou o pleito de isonomia tributária defendido pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos (Abimo). Ela solicitou para agosto uma adiência pública sobre o tema. No Brasil, hospitais públicos e filantrópicos não pagam impostos para importar equipamentos médicos. Por isso, o produto importado sai, em média, 19% mais barato do que o similar brasileiro. “Mesmo com o dólar em alta, vale a pena trazer o equipamento de fora. A distorção é muito grande”, diz a senadora. Conclusão: o déficit comercial do setor, que está em US$ 3,7 bilhões, cresce 16% ao ano, desde 2007. A proposta da Abimo, encampada por Ana Amélia, é a de zerar as taxas sobre os equipamentos médicos nacionais. “Não há explicação lógica para um governo reduzir o IPI dos eltrodomésticos, o dos carros, e não desonerar um setor estratégico para a saúde pública”, afirma. Um estudo da FGV mostra que a renúncia fiscal será recuperada em um ano, por causa do aumento de produtividade da indústria brasileira. O objetivo da audiência no Senado é descobrir uma maneira de mudar essa realidade, seja por um projeto de lei ou por uma ação do poder executivo. “Do jeito que está, o governo só ajuda a criar emprego fora do país, aquecendo a economia dos outros. Enquanto isso, os hospitais públicos e filantrópicos daqui ficam em uma encruzilhada: compram o equipamento estrangeiro, que é mais barato, mas demora a chegar; ou pagam pelo produto mais caro, o nacional, por ser mais acessível. As ruas pedem saúde padrão Fifa, mas o governo está desarticulado para isso”, diz Ana Amélia.