Anvisa autoriza segunda dose da vacina da Oxford contra a Covid-19 em voluntários


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (10), que os voluntários da vacina de Oxford contra a covid-19 recebam a segunda dose [de reforço] da imunização. De acordo com o G1, os voluntários devem tomar o reforço entre 4 a 6 semanas depois da primeira imunização. Além da autorização, a Anvisa ampliou a idade máxima dos participantes de 55 para 69 anos. A idade mínima continua sendo 18 anos. A assessoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), parceira de Oxford na pesquisa da vacina no Brasil, informa que a ampliação representa “um degrau a mais no avanço da fase 3 da vacina”: como o grupo até 55 anos não teve intercorrências graves, o teste poderá ser feito com idosos mais velhos, que têm, em tese, maior risco.

Na última semana, a unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) de Brumado passou por um processo de desinfecção preventiva. A ação foi realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) com o objetivo de combater a Covid-19, o novo coronavírus. A operação, que faz parte da força-tarefa coordenada pelas secretarias do Planejamento (Seplan) e de Desenvolvimento Econômico (SDE), foi realizada na última quinta-feira (06), na unidade localizada no centro da cidade, próximo a UNEB. Para a desinfecção, que acontece nos ambientes internos e áreas externas, os militares utilizam hipoclorito de sódio a 1%.

O número de mortes causadas pela Covid-19 mais que triplicou em um intervalo de três meses, na cidade de Vitória da Conquista, segundo o site G1. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, em 9 de julho, a cidade havia registrado 22 óbitos por causa da doença. No boletim mais atual, constam 75 mortes pela Covid-19 em Vitória da Conquista. Desde o início da pandemia, a cidade contabiliza 3.292 casos confirmados da Covid-19, com 2.522 curados. Atualmente há 695 casos ativos na cidade. Na última semana, o prefeito Herzem Gusmão assinou decreto que renovou por mais 30 dias a suspensão das aulas presenciais em toda a Rede Municipal de Educação e nas Instituições Privadas de Ensino, inclusive as de Ensino Superior. Segundo informações da prefeitura, o decreto ainda prorroga medidas como o uso obrigatório de máscaras e o regime de teletrabalho para o serviço público essencial no âmbito da Administração Municipal. Também segue mantida a quarta fase de reabertura gradual das atividades econômicas.

Mesmo que haja uma aprovação da vacina contra a Covid-19, o Brasil enfrenta um problema que pode dificultar a imunização em massa da população: a falta de agulhas para aplicação. “A demanda pelo insumo vai crescer exponencialmente no mundo todo”, disse Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Abimo, a associação brasileira de produtores de itens hospitalares. “E o governo vai ter que continuar com as campanhas normais contra o sarampo, a dengue etc”, continuou. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Fraccaro afirmou que a capacidade anual máxima de produção de seringas no Brasil é de 1,5 bilhão. Segundo ele, o tempo de produção de 50 milhões de seringas é de cinco meses, o que é um problema, já que, apenas para vacinar contra a Covid-19, será necessário, no mínimo, 300 milhões de seringas em um prazo de três ou quatro meses, se baseando no tamanho da população brasileira, com 210 milhões de habitantes. Na Europa, a situação não muda. Na semana passada, a União Europeia fez um alerta aos seus países-membros sobre o risco de falta de seringas. No Brasil, a pasta comandada pelo general Eduardo Pazzuelo afirmou ao jornal que o Sistema Único de Saúde (SUS) possui “um dos maiores programas de vacinação do mundo” e que “o Brasil já prepara a rede de logística para o desafio de vacinar a população contra a Covid-19”. Foi garantido ainda que as seringas e agulhas serão compatíveis à necessidade de imunização da população.

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