Valor Econômico


Sirona espera dobrar vendas no Brasil este ano

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A Sirona, fabricante alemã de equipamentos odontológicos, estima terminar 2013 com uma receita de R$ 70 milhões no Brasil, o dobro do valor do ano passado. A companhia vende máquinas de raio-X e equipamentos de tratamento auxiliado por computador, sendo o faturamento é praticamente igual nas duas categorias.

Neste ano, a empresa começa a comercializar no país cadeiras automatizadas de pacientes e, no ano que vem, outros equipamentos odontológicos. Em 2014, com as duas novas categorias de produtos, pretende superar os R$ 100 milhões em vendas no país, segundo Rodrigo Canelhas, diretor-geral da Sirona para América do Sul. Na região, ele afirma que a empresa também espera avançar principalmente no Chile e na Colômbia, onde já distribui seus produtos.

Fundada em 1997 a partir da aquisição da antiga divisão odontológica da Siemens por um fundo de investimento, a companhia já distribuía seus equipamentos no Brasil desde a década de 1980. Até 2010, quando instalou sua primeira filial no país, seu faturamento local não havia ultrapassado R$ 5 milhões ao ano, de acordo com Canelhas. Desde então, os investimentos no país somam R$ 23 milhões, sendo R$ 8 milhões neste ano.

Canelhas diz que o tamanho do mercado brasileiro e a participação da empresa justificariam a instalação de uma fábrica no país. Em 2012, o segmento de equipamentos para odontologia movimentou R$ 760 milhões no Brasil, segundo a Abimo, associação que representa o setor. No caso dos equipamentos de raio-X, em que a Sirona diz ser líder, Canelhas estima um mercado de R$ 150 milhões. No entanto, antes de ter uma unidade industrial, a empresa quer terminar a inclusão das novas categorias de produtos no mercado, para avaliar o desempenho de cada uma. Atualmente, todos os equipamentos são trazidos da Alemanha.

No Brasil, as principais companhias de máquinas e equipamentos de alta tecnologia para saúde são estrangeiras, que importam seus produtos. As máquinas vendidas pela Sirona, por exemplo, custam a partir de R$ 50 mil e, em geral, até R$ 140 mil. As empresas brasileiras que atuam neste segmento estão centradas principalmente na produção de equipamentos de baixa e média tecnologia, diz o BNDES em estudo sobre o setor. Entre as principais concorrentes da Sirona está a empresa finlandesa Planmeca.

Globalmente, a companhia alemã faturou US$ 980 milhões em 2012 e US$ 267,3 milhões, no primeiro trimestre deste ano.