Em reunião, ABIMO discute estratégias para ampliação do setor de tecnologia assistiva

São Paulo, 24 de agosto de 2017 – Com o objetivo de aproximar fabricantes do setor de tecnologia assistiva, na última quarta-feira (23), aconteceu na ABIMO uma reunião que trouxe discussões envolvendo as oportunidades para ampliação do comércio internacional e o fortalecimento da indústria.

Além da participação das empresas Spine (Jumper), Carci, Freedom e Ortopedia Jaguaribe, o encontro contou também com representantes da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e do CNRTA (Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva).

O ponto principal da reunião foi a apresentação de um estudo que detalha todo o setor industrial de tecnologia assistiva no Brasil, bem como analisa países que se mostram um excelente mercado para exportação da produção nacional.

“O mercado da saúde movimenta US$ 8.5 bilhões, sem considerar a área farmacêutica. O de tecnologia assistiva já atinge a marca de US$ 1.35 bilhões. Trata-se de um mercado respeitável com grande potencial de crescimento”, pontua o superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, em referência a atual situação da produção e comércio de produtos e soluções voltadas às pessoas com deficiência.

Realizado pela consultoria Kaiser Associates, o estudo é a base para a elaboração de ações estratégicas que têm, como principal objetivo, fomentar a produção interna e abrir caminhos para a internacionalização. Como metas estratégicas, a análise propõe ainda a sensibilização da população, a promoção da indústria e o apoio à regulação, o revigoramento da cadeia produtiva seguidos pela expansão do acesso à tecnologia no mercado nacional e no comércio internacional.

Partindo do pressuposto pelo estudo, foram criados dois grupos de atividades focados nos produtos pertencentes ao escopo de trabalho da ABIMO, sendo o primeiro voltado para a área de cadeiras de rodas e o segundo para aparelhos de fisioterapia e reabilitação, órteses e próteses, camas adaptadas para home care e outros aparelhos que compensam a deficiência. “Os grupos vão começar a trabalhar nas iniciativas recomendadas no estudo com foco em fortalecimento da indústria nacional, desenvolvimento de novos produtos e aumento das exportações”, explica a gerente de projetos e marketing internacional da ABIMO, Clara Porto.

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