ABIMO participa de seminário sobre o Irã

Brasília, 22 de agosto de 2017 – O Irã está sendo intensamente trabalhado pelo projeto Brazilian Health Devices (BHD), que se dá sob a parceria estratégica entre Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e ABIMO. Dentre outras ações voltadas ao mercado iraniano, equipe da ABIMO participou de seminário em Brasília, cuja realização coube à Apex-Brasil juntamente ao MRE (Ministério das Relações Exteriores) e à CNI (Confederação Nacional da Indústria). Houve também apoio e participação do Banco Central do Brasil.

O evento, intitulado Seminário sobre Relações Econômicas e Financeiras Brasil-Irã, buscou tratar do grande problema atual para o comércio com o Irã: as relações bancárias daquele país com o Brasil e outras nações. Poucos bancos brasileiros atualmente fecham câmbio e se relacionam com o sistema bancário iraniano, o que acaba dificultando muito a realização do comércio com aquele país.

Todavia, o interesse mundial no Irã é crescente. Isso se dá em função de o país ter um mercado de mais de 80 milhões de habitantes ainda pouco explorado devido ao efeito das sanções recentes. O país se trata de uma porta de entrada para outros mercados próximos de difícil acesso, o que amplia ainda mais as possibilidades para alcance de um considerável número de consumidores.

Embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo Azeredo

Em relação especificamente ao encontro, a ABIMO foi lembrada na abertura do evento pelo Embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo Azeredo, em função tanto da missão de prospecção ocorrida em abril, sob o âmbito do projeto BHD, quanto devido à estreita cooperação que a entidade mantém com a Embaixada naquele país. A abertura do seminário contou ainda com a participação de Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI; do Embaixador do Irã no Brasil, Seyed Ali Saghaeyan; e do Embaixador Santiago Mourão, subsecretário-geral para Cooperação Internacional, Promoção Comercial e Cultural do MRE.

Nos produtos destacados em painéis voltados a comércio e investimento envolvendo os dois países, tanto na apresentação da CNI quanto naquela que coube à Apex-Brasil, a ênfase recaiu majoritariamente sobre itens agropecuários. Para os produtos industriais, certo destaque foi dado a autopeças, indústria automotiva e setor de petróleo e gás. Todavia, os principais painéis do evento foram conduzidos pelos Bancos Centrais brasileiros e iranianos, a fim de tratar da aproximação bancária entre os dois países, tema mais crítico à promoção do comércio bilateral.

“Nós, pelo nosso lado, já identificamos um potencial considerável para os nossos dispositivos no país e entendemos que, se não desenvolvermos um trabalho de ingresso naquele mercado nos próximos anos, o acesso futuramente será muito difícil, dado que empresas da Europa e da Ásia estão cada vez mais presentes no país, lá se instalando e realizando negócios. Assim, em sintonia com a tônica do evento, a primeira prioridade de nossa estratégia é tratar a questão bancária”, pontua o analista de acesso a mercados Rafael Cavalcante.

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