ABIMO acompanha apreensão de produtos piratas durante congresso em São Paulo

Estande de empresa chinesa foi lacrado e responsáveis  levados à delegacia para prestar depoimento

A ABIMO, que desde 2016 atua em conjunto com a Anvisa na luta contra a pirataria, acompanhou na tarde desta sexta-feira, 2 de fevereiro, em São Paulo, uma nova apreensão de produtos odontológicos irregulares. Desta vez, a ação da Agência ocorreu durante a realização do CIOSP 2018, principal congresso odontológico do país. Foram confiscadas mais de 42 mil unidades de produtos entre brocas, implantes, parafusos, canetas, entre outros.

Após investigar uma empresa chinesa que estava expondo seus produtos na feira, a Anvisa identificou diversas irregularidades administrativas e de fabricação dos produtos, fazendo a lacração do estande e, também, levando os responsáveis para prestar depoimentos na delegacia. Cirurgiões dentistas que, no momento, estavam efetuando a compra de produtos também foram identificados.

Durante todo o evento, a parceria entre ABIMO e Anvisa promoveu palestras sobre a importância de reconhecer e lutar contra empresas que fabricam e distribuem produtos irregulares e que atentam contra a saúde dos pacientes. Todos os dias, às 17h, Marcel Figueira, coordenador do CSEGI (Coordenação de Segurança Institucional), da Anvisa, promove uma palestra elucidativa que além de explicar as questões jurídicas e criminais envolvidas neste tipo de produção pirata, alerta os profissionais sobre a importância de certificar a procedência dos produtos que utilizam em seus consultórios.

Na palestra, o coordenador apresenta as principais características dos produtos pirateados e explica como funciona a Operação Fake que em 2018 entra em sua terceira fase e, até o momento, já fechou 15 empresas, duas clínicas, uma escola e efetuou 16 prisões em flagrante, apreendendo mais de 223 mil implantes, componentes e instrumentais em desconformidade com a lei.

Pirataria na odontologia – Segundo levantamento da ABIMO, dos mais de 2 milhões de implantes feitos no Brasil, 30% são realizados com produtos sem procedência, sem o conhecimento do consumidor. A utilização desses materiais gera danos graves ao paciente odontológico, visto que pode haver rejeição por falta de esterilização e pela ausência de matéria prima qualificada. Além disso, a utilização de produtos irregulares submete o paciente a infecções que podem resultar na extração do implante dentário com perda de massa óssea, o que torna o enxerto necessário, além de dar início à complicações que chegam, inclusive, levar à óbito.

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